segunda-feira, 16 de abril de 2012

... IN MEMORIAM... no Festival de Curitiba - Mostra FRINGE

O espetáculo "...IN MEMORIAM" adaptado a partir da obra do chileno Jorge Diaz, fez parte da "imensa"grade que compunha a programação da Mostra FRINGE, que acontece paralelamente ao Festival de Curitiba que chegou na sua 21ª Edição, chegando a aproximadamente 350 espetáculos em 12 dias. 
Apesar de sua grande fama, o Festival é um tanto desorganizado e não cumpre com as expectativas massivamente difundidas pela mídia. 
A mostra FRINGE da qual fizemos parte, não possui quase nenhum suporte. Apenas, iluminador, produtor local e bilheteiro que fazem o máximo, com o que têm nas mãos.
A começar pelo espaço que nos nos foi "alugado" pelo festival. Um auditório, sem pernas, sem coxias e com um telão branco no fundo do "palco" que não poderia ser removido.

Apesar de nossos problemas estruturais, fizemos (04) quatro apresentações e tivemos um bom público presente. Antes de Curitiba, tínhamos apresentado apenas 01 vez, durante a Semana Ousada de Artes UFSC/UDESC. O trabalho apenas inicia sua trajetória e dá mais um passo em seu processo de maturação.  

Além do processo do espetáculo como encenação, a viagem também torna-se para a solicidicação das relações entre as pessoas do grupo e do parceria "Patota/Lachama".
Não poderíamos deixar de agradecer suporte recebido pelo "Tio William e a Tia Eliza" que disponibilizaram local para nos alojarmos e  atenção para nos locomovermos pela cidade. E Olendina e Simone do Restaurante Gruta que nos receberam com carinho nas dependências de seu estabelecimento.

O espetáculo resultou de uma pesquisa, iniciada em meados de 2010 pela Cia Teatro L.A. Chama - comandada pelo ator e diretor Carlos Silva (recém-formado em Artes Cênicas pela UFSC) e co-realizada pela Apatotadoteatro.
Abaixo algumas fotos:

 Foto da divulgação: Ricardo Goulart


Abaixo, fotos das apresentações em Curitiba (Fotos: Valéria Binatti):

Rosaura em seu "mausoléu"


 O personagem Balbuena


Agradecimento: Tobias, Nunes, Ricardo Goulart e Vanessa Grando.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO:
Elenco: Vanessa Grando, Tobias Nunes e Ricardo Goulart.
Operação de som: Carol Boabaid.
Assistência de Produção: Valeria Binatti.
Direção: Carlos Sila e Gustavo Bieberbach.

EM BREVE: 27, 28 29 de abril de 2012, às 20h apresentações do espetáculo no Teatrinho da UFSC e 01 de maio no TAC - Projeto TAC 7:30)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Apatotadoteatro em Manaus

Apatotadoteatro apresentou seu novo trabalho: a cena "Monólogo de Miguel" em Manaus/AM, durante o 4º Festival de Breves Cenas dia 25 de março de 2012. Com um público estimado de 700 pessoas, a cena da Cia. dividiu o palco com outras três cenas oriundas de outros estados brasileiros (dois espetáculos de Minas Gerais e um de São Paulo).
Seguem abaixo, fotos do Teatro Amazonas, onde ocorreram as apresentações e da cena propriamente dita:
Equipe em frente ao Teatro Amazonas: Gustavo, Ilze e Ricardo.

Abaixo fotos de Ricardo Goulart:

Vista do palco

 Painel da cortina - boca de cena


 Vista de uma das varandas


 Painel do teto e lustre

Abaixo fotos da Equipe de Produção do 4º Festival de Breves Cenas:

 Cena do espetáculo "Monólogo de Miguel"

 Close da cena. Atuação: Ilze Körting


sábado, 24 de março de 2012

"Monólogo de Miguel"

Estréia em Manaus durante o 4º Festival BREVES CENAS de Teatro - "Monólogo de Miguel".
A cena, com dramaturgia escrita por Jorge Luiz Miguel, apresentou-se em Florianópolis apenas em duas ocasiões no formato de ensaio aberto no final do ano de 2011 - uma delas durante a 4ª SEMANA OUSADA DE ARTES UDESC/UFSC.

Com Ilze Körting em cena, Ricardo Goulart e Gustavo Bieberbach na direção, este fragmento representa o início do Projeto "03 Fragmentos para 01 verdade" que se tornará um espetáculo até o final de 2012.

Para quem puder comparecer:
Data: 25 de março de 2012, às 19h.
Local: Teatro Amazonas - Largo São Sebastião - Manaus/AM.

sábado, 3 de março de 2012

"...In Memoriam" no FRINGE, em Curitiba

É com grande prazer que a Cia. Teatro L.A. Chama, em coprodução com APATOTADOTEATRO, apresenta o espetáculo "...In Memoriam" no Fringe, em Curitiba!


Sobre a peça

Uma viúva que poderia ter sido a assassina de seu esposo. Um vagabundo demente, convencido de ser um anarquista, que tem a missão de fazer voar um trem onde viaja ninguém menos que Adolfo Hitler. A ação se desenvolve na atualidade e num lugar onde a mulher pretende instalar-se após ter sido expulsa da própria casa porque seu esposo dilapidou até o último centavo do casal. Uma vez passado o susto inicial do primeiro contato entre o vagabundo e a mulher, iniciam uma longa conversação que muito revelará sobre o passado de ambos.Se trata de uma longa discussão entre dois fantasmas sobre a solidão, os sonhos, o passado, os ideais e as ilusões. Porém, toda a problemática pressupostamente vivida pelos personagens parece tão artificiosa e inconsistente quanto possível e verdadeira.

As apresentações

Acontecerão nos dias 01, 02, 03 e 04 de abril, nos seguintes horários:
  • 01/04, às 13h
  • 02/04, às 16h
  • 03/04, às 19h
  • 04/04, às 22h
Sempre no Auditório Carteiro Osvaldo Teixeira, na R. João Negrão, nº 1251; pertinho da rodoviária:

Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos através da página do espetáculo no site do Festival.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Breves Cenas - Manaus AM

Novidades no site do 4º FESTIVAL BREVES CENAS DE MANAUS!!!


Maiores informações: www.brevescenas.com.br

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CACÁ CORRÊA: 48 ANOS*

Ricardo de Faria Corrêa, mais conhecido como Cacá Corrêa, nasceu na cidade de São Gabriel em 24 de fevereiro de 1964. Último filho do casal Rafael e Celestina e irmão caçula de Rita, Rafael e Maria Lúcia (mais conhecida como Zazá). Desde cedo esteve muito ligado à sua avó Alda, com quem passava muito tempo junto. Desta companhia, o interesse pela costura e culinária começaram a aflorar. Dono de uma personalidade forte desde menino, e ainda por sofrer de asma e uma doença cardíaca que o levou a duas cirurgias antes dos 10 anos, fazia normalmente o que queria. Seu pai morreu de infarto, aos 46 anos deixando viúva e quatro filhos “atônitos” perante o mundo.

Cacá (direita) ao lado de seu amigo de infância

Quando decidiu sair de São Gabriel para o mundo, optou cursar Artes Plásticas pela UFRGS, mas sua paixão pelo teatro era maior, tanto que abandonou tudo para seguir Adriane Mottola e Palese em seu mundo de imaginação do início do que é hoje a Cia. Stravaganza. Dessa parceria que durou de 1988 a 1992, surgiram 05 espetáculos: Shandar e o feitiço de Mungo, O marido era culpado, Por um punhado de jujubas,  A lenda do Rei Artur e O ovo de Colombo. “Por um punhado de Jujubas” foi um fenômeno do teatro gaúcho infantil que ainda permanece no repertório da Companhia.

Cartaz do espetáculo "Por um punhados de jujubas"

Continuando sua trajetória, Cacá resolveu se aventurar em outras companhias e com outros diretores, onde destacam-se: Néstor Monastério, Zé Adão Barbosa e Camilo de Lélis.

Cacá, em Romeu e Julieta, como Mercúccio, no centro da cena. Direção: Zé Adão Barbosa

Este último, diretor de um dos espetáculos que Cacá remontou em 2004 em Florianópolis, chamado “O Espantalho”. Uma colagem de textos a partir das peças curtas de Anton Tchekov que “abrasileirava” o personagem Ivan, inserindo textos dos mais variados dramaturgos, poetas e pensadores como: Mário Quintana e Woody Allen. Tornou-se fenômeno de público e crítica no Estado do Rio Grande do Sul, fazendo com que Cacá arrebatasse seu 7º Prêmio de atuação – Prêmio Açorianos de Melhor Ator - em 1995. Curiosamente, sua remontagem na Ilha do Desterro não conseguiu arrebatar nem público e nem crítica.
Paralelo à sua incursão no teatro, fazia comerciais. Destaca-se a Campanha que realizou por 05 (cinco) anos para as Lojas Colombo, que veiculavam em todo sul do Brasil.
Mais Cacá, almejava mais. De mudança para o Rio, apresentou seu “Espantalho” no bairro boêmio da Lapa e iniciou um contato com a Globo, participando de alguns programas de TV. Mas seu maior vínculo com a emissora, veio de seu trabalho como cenógrafo/artista plástico ao ser contratado pelo Programa “Retrato Falado” – quadro que se tornou notório no Fantástico - dirigido por Luiz Vilaça, que retratava os brasileiros através de estórias verídicas e engraçadas enviados pelos espectadores do programa e materializados pela atriz Denise Fraga.

Locação repaginada pra o quadro Retrato Falado - Rede Globo

Chegando aqui, foi morar no Santinho, fazia pão para vender e entregar na vizinhança de bicicleta. Mas sua veia artística não o deixou. Ao lado de Valéria, Zé, Maria(S), além de vários outros “entusiastas” da cultura açoriana e principalmente das tradições da Comunidade do Santinho, iniciou um processo de uma série de documentários sobre o local. A Série de vídeos tornou-se realidade em 2006 e 2007, quando saíram do forno 05 (cinco) documentários editados.

Cacá e seus colegas em uma reunião durante a captação das imagens para a série de documentários, na Praia do Santinho

Mesmo morando no Santinho foi contratado pela Escola Ribalta para ministrar aulas de vídeo e teatro. Das amizades que ali surgiram, e foram muitas, formou-se o grupo Apatotadoteatro. Entre elas: Têre, Nara, Boleta, Mari, Rodox, Luisa, Rafael (S), Cleide, Ênio entre tantos outros.
Na direção do Grupo e das peças, Cacá nos presenteou com 05 espetáculos (Dois Perdidos numa noite suja, O Despertar da Primavera, O Mistério da Luz do Bota, O Rouxinol do Imperador e Lá, no fundo do mar...), 02 montagens-finais de cursos (Lisístrata - A greve do sexo e Arquivo Franklin) e inúmeras oficinas, inclusive de Maquiagem Cênica, ministrada por ele na 3ª Semana Ousada de Artes UFSC/UDESC.

Figurino Mestre Bú desenhado por Cacá - Espetálo "O Rouxinol do Imperador"

Nos últimos tempos, além de cursar Licenciatura em História/UDESC, vociferar contra o sistema de transporte da ilha e da Política adotada em sua administração, bradar por uma união da classe artística, seu foco era Franklin Cascaes. Era apaixonado pelo artista catarinense e por sua vasta obra.

Confecção de bernunças - folclore açoriano

Nos deixou na véspera de Natal - dia 24 de dezembro de 2010, aos 46 anos – assim como tinha ocorrido com seu pai. Sua alegria, sua arte e seus momentos de “insights” artísticos fenomenais e inacreditáveis nos deixaram e ainda vão deixar saudade... sempre.

EVOÉ, CACAZITO!!! PARA SEMPRE EM NOSSO CORAÇÕES!

HOJE ELE ESTARIA COMPLETANDO 48 ANOS. Mas realmente, ele SÓ FEZ O QUE QUERIA.

*Texto escrito por Gustavo Bieberbach, a partir de fragmentos de lembranças, sentimentos e elucidações. (2004-2010)