sexta-feira, 19 de março de 2010

Obra Homenageia o grande artista catarinense Franklin J. Cascaes

APATOTADOTEATRO realiza, no momento, pesquisa e treinamentos para o novo espetáculo da Companhia intitulado Lá, no fundo do mar... livremente inspirado na Obra de Franklin J. Cascaes.
Em 2008, em parceria com a Fundação de Cultura Franklin Cascaes realizou a conclusão das Oficinas de Arte do teatro da UBRO, com o espetáculo ARQUIVO FRANKLIN.

OBRA HOMENAGEIA O ARTISTA CATARINENSE FRANKLIN CASCAES


Dois pés enormes invadiram o lago entre o Centro de Cultura e Eventos e o Centro de Convivência da UFSC. Eles sustentam um ser de 13 metros de altura, de aparência esquelética mesmo pesando quase duas toneladas, e envolto por serpentes. No rosto, um único olho, vermelho, incandescente. O estranho ser, batizado Boitatá, habita o território do imaginário popular, onde desperta medo, atiça a curiosidade e a criatividade, e agora se materializou às margens do lago em escultura do artista plástico Laércio Luiz. A inauguração da obra e da nova praça onde está situada, marcada para o dia 25 de março, às 17h, faz parte das comemorações dos 50 anos da UFSC.

Para dar dignidade à obra “Boitatá Incandescente”, ela foi integrada a um projeto mais amplo voltado para a revitalização do local. No extremo oposto à escultura, ao lado do Centro de Convivência, foi construído um deck que conduz a uma bancada com onde aparece uma mandala. Esta é uma homenagem à passagem dos 100 anos de nascimento do professor Franklin Cascaes, historiador responsável pelo registro de mitos e da cultura popular de Florianópolis e municípios vizinhos, inclusive a lenda do boitatá.

Conforme o professor César Floriano dos Santos, doutor em Teoria da Arquitetura pela Escola Superior de Arquitetura de Madri, a obra feita com ferros em forma de I e U, provenientes da ponte Hercílio Luz, tornou-se de difícil inserção por sua característica vazada e temática. Isso exigiu obras complementares, o deck, a bancada para a mandala e a nova vegetação, compondo a decoração de uma praça de estar com mesas e cadeiras em redor do lago.

Com o novo layout, os contornos do lago passam a ser habitados por bromélias. A escolha considerou, além do aspecto estético, a questão da segurança, para evitar quedas no lago, que tem 1m15 de profundidade.

No meio das águas, uma distinção à habilidade humana, uma ilha construída com pedras que receberá bonsais. Já para os pés do “Boitatá Incandescente”, a sustentação visual é de vitórias-régias e outras plantas aquáticas. Além disso, carpas vermelhas vão habitar o lago, e com elas voltam as garças. Também não há como deixar de registrar a presença de um casal de patos e seis filhotes que algum artista anônimo colocou no lago. O sereno deslizar das aves pelas águas complementa a beleza do local.

Esguichos de água próximos ao deck e um caminho sensitivo para pessoas portadoras de deficiências físicas também integram o novo visual do lago.

O projeto conecta o tema popular aos avanços tecnológicos através de um painel de LED no olho do boitatá e de câmaras na cabeça ligadas na web da universidade. Voltadas para a mandala, as câmaras permitem a transmissão de imagens para o mundo.

Quando foi apresentado ao Funcultural, do governo do Estado, o projeto “Boitatá na Ilha da Magia”, referente apenas à escultura, estava orçado em R$ 126 mil. Estes recursos vieram de fundos culturais com patrocínios da Unimed, Zincarápido, Dominik, Metal Arte e Casas da Água. O projeto de paisagismo complementar à obra foi patrocinado pela UFSC, com investimentos de R$171.904,00.

Expressão do artista – Artista plástico visual catarinense, pesquisador de pigmentos naturais, pintor, escultor, carnavalesco e folclorista, Laércio Luiz participou de exposições no Brasil e no exterior, onde conquistou vários prêmios e menções honrosas.

Durante a infância sonhava levar para casa algumas barras de ferro da ponte Hercílio Luz e dar a elas uma forma artística. Imaginava que a ponte viesse a deixar de ser usada, ou talvez caísse. Nem uma coisa e nem outra aconteceu. Mas o projeto de reutilização da ponte para dar vazão ao congestionado trânsito da Ilha de Santa Catarina fez seu sonho virar realidade. Devido a reformas na velha estrutura, algumas vigas deixaram de ser necessárias. Laércio solicitou as peças ao Departamento Estadual de Infra-Estrutura (Deinfra) e conseguiu seis barras em forma de I e outras seis barras em forma de U.

O problema agora era onde guardar as peças. A solução veio fácil. Com o apoio de um amigo, conseguiu um galpão para trabalhar a obra no bairro Córrego Grande, próximo ao seu atelier.

Irreverente, Laércio não pode reclamar dos amigos. Para entortar as pernas e dar movimento ao boitatá, contou novamente com a força de dez deles. Mas o tamanho gigantesco da obra exigia exatidão de cálculos para determinar fatores como o ponto de equilíbrio, por exemplo. Hora de apelar para a ciência. As equipes dos professores Moacir Carqueja, do Departamento de Engenharia Civil, e Orestes Alarcon, do Departamento de Engenharia Mecânica, usaram seus conhecimentos para garantir a segurança e sustentação exata da obra monumental.

Dez anos de gestação – Após dez anos no papel, o projeto da escultura do boitatá foi avaliado e aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina. O Conselho determinou que a obra fosse instalada em um lugar singular e inusitado, preferencialmente visitado como um espaço multiuso.

Depositário das pesquisas e obras de Franklin Cascaes, este lugar singular só poderia ser a UFSC, em Florianópolis. Conforme Laércio, apesar da identidade própria de sua arte, ele estudou o matiz grafite usado na escultura para obter forma semelhante ao usado por Cascaes. João Evangelista de Andrade Filho, administrador do Museu de Arte de Santa Catarina (Masc), endossou com propriedade esta afinidade quando, ao observar a maquete do projeto, afirmou: “...a peça, pelo que me foi dado apreciar, guarda um vínculo de linguagem com a obra gráfica de Cascaes, o que a torna particularmente interessante...”

“Homenageando Franklin Cascaes e sua obra eu reconheço os sonhos de minha própria infância, que continuam presentes em minha fase adulta. Então recrio um boitatá e compreendo os medos que ainda me afligem, sempre relacionados com minha íntima ligação com o meio ambiente, a não preservação e o descaso com o que é considerado em desuso nas cidades”, comenta Laércio. Ele projeta seu ideal: “Por isso, mostro que a escultura faz um paralelo com o processo de verticalização da vida contemporânea ao projetá-la com 15 metros de altura. E assim proponho a reflexão sobre a importância das horizontalidades nas relações sociais, quando os seres humanos poderão se aproximar mais de seus iguais e rever seus valores internos”.

Outras informações sobre a obra são obtidas com o artista, no telefone (48) 9607-6890.

Por Mara Paiva / Jornalista na Agecom
Fotos: Cláudia Reis/ Jornalista na Agecom

quarta-feira, 10 de março de 2010

Treinamentos

Treinamentos do novo espetáculo: LÁ, NO FUNDO DO MAR ...
Direção: Cacá Corrêa
Assistência de Direção: Valéria Binatti;
Produção: Farsa Imagens & Atos.

Primeiros exercícios em grupo:


Carol, Gustavo e Natanel nas primeiras partituras corporais.


Primeiros contatos com os novos personagens.


"Teatro é uma palavra tã vaga que ou não significa nada ou só cria confusão, porque quando alguém fala sobre um aspecto logo vem outro falando de algo completamente diferente. É como falar sobre a vida. São termos amplos demais para terem significado. O teatro não tem a ver com edifícios, nem com textos, atores, estilos ou formas. A essência do teatro reside nem mistério chamado O momento presente."
Peter Brook. A porta aberta. Tradução: Antonio Mercado. Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, 2000.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

TREINAMENTOS PARA O NOVO ESPETÁCULO

Início dos treinamentos do próximo espetáculo da Cia: 18/01/2010.

LÁ, NO FUNDO DO MAR... Projeto comtemplado pelo Edital Elisabete Anderle 2008/2009.

Atores manipuladores: Carol Boabaid e Gustavo Bieberbach.

Direção geral: Cacá Corrêa.
Produção: Farsa Imagens & Atos.

Abaixo os primeiros exercícios de manipulação de Bonecos (Bonecos utilizados a partir do espetáculo O ROUXINOL DO IMPERADOR / 2007. Participação no video: Natanael Machado):

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

ARTIGOS

Panorama da primeira década do século XXI, por Cacá Corrêa*.

Lugares que produzem cultura hoje variam muito, onde diferentes propostas deixam claras as condições e tipos de cada movimento que se deseja fazer neste sentido. Enquanto isso o mundo mergulha numa crise de valores que aparentemente estariam superados, mas que forçosamente nos fazem assistir, pasmos, o retorno grosseiro da ignorância do poder que paga a peso de dinheiro pela consciência dos novos “valores”.
Então, visto desta maneira, pouco ou quase nada se percebeu de marcante neste período. Na primeira década do século XXI, ao contrário do “progresso vanguardista” do século anterior, de extrema sensibilidade e discussão intelectual, assistiu-se um gigantesco desmoronamento ideológico, social, e artístico onde, ao mesmo tempo em que se amplia o significado e sentido da palavra cultura com o suportar velado das diversidades – insuportáveis por tantos que exercem o “politicamente correto” como cartilha de conduta –, vimos uma grande maioria das manifestações estéticas não passarem de exposições infundadas feitas pela multiplicidade de suportes efêmeros e repetitivos, frutos de vontades e interesses particulares e com forte tendência ao “agrado popular”. Assistimos ainda uma diluição profunda no “fazer”, “ser” e “ter” artísticos enquanto a educação para a cultura, questão fundamental para esta evolução, não mais está a serviço desta “trajetória evolutiva” que poderemos chamar de conhecimento - já que a ética está fora de moda e o que está em jogo é somente a boa vida para os comparsas. E assim, nos é mostrada uma nova ordem ditada pela agressão multimidiática falsa, sem propósito algum, que desvia nosso olhar, unida a interesses financeiros de oligopólios e/ou grupelhos políticos bem organizados que imperam com forte sinal de permanência.
Assustador, apocalíptico, desesperador, seriam sentenças que estariam diretamente ligadas a este momento de extrema imobilidade intelectual se , por outro lado, esta não fosse a hora de tirarmos satisfação destes comandantes, destes pseudo-representantes da fragilizada cultura e nos entregarmos à prática da união e progresso, sem chefes mumificados, que determinam de dentro dos seus sarcófagos seguros e intocáveis o que será feito no próximo período, quando começa e como termina. Não, isso não é postura de cidadãos que representam esta nova era.
Mas, apesar disto não nos faltará forças, vivemos atentos e esperançosos. E, se pudéssemos fazer um pedido nesta virada para a década que vem por aí, pediríamos que o exercício da cultura fosse feito sem mitos, mas por trabalhadores, sem astros nem estrelas – coisa antiga e cafona imposta pelo colonizador - mas por gente que realiza. Porque desta maneira tiraríamos o mofo das idéias sonhadas pelas vedetes do momento e reencontraríamos o público que nos espera sem ter culpa desta guerra travada entre os tantos e descartáveis “quase famosos”.

* Ator, cenógrafo, diretor e produtor da Cia. Apatotadoteatro. Atualmente cursando Bacharelado em História na UDESC.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Zé Celso: Lula faz política culta e com arte.

10/11/ 2009 - 11h22

MINISTRO DA CULTURA JUCA FERREIRA

Zé Celso: Lula faz política culta e com arte.
No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca. Por José Celso Martinez CorrêaHoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencializaçã o da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.
Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.
Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.
Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.
Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.
Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.
Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a "res pública". Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.
Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.
Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?
Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.
Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalizaçã o do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar - Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.
Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. "Amor Ordem e Progresso." O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.
Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.
A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.
Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa "estasia", Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!
Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:
"Vício na fala Pra dizerem milho dizem mioPra melhor, dizem mióPara telha, dizem teiaPara telhado, dizem teiadoE vão fazendo telhado"
SamPã, 6 de novembro, sob o signo de escorpião, sexo da cabeça aos pés, minha Lua de Ariano, evoéros!

Fonte: O Estado de S.Paulo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Experimentações em maquiagem

Mais algumas fotos da Oficina de Maquiagem Cênica Módulo I e II.

Ministrante: Cacá Corrêa.

As oficineiras Luisa, Luciana e Gabriela trabalhando.

As ralações de criança de Cacá.


Retoques finais.

Lado esquerdo já está OK.

Prontas para a sessão de fotos: Mariana (esq), Lu e Lu (ao centro) e Blé (direita).




Têre após grave acidente de cozinha.




Gustavo após grave acidente de carro, bateu com a cabeça no parabrisa.

domingo, 29 de novembro de 2009

ARTIGOS:

ARTIGOS
Floripa precisa reagir, por Laudelino José Sardá *
A desordem no crescimento urbano é reflexo do descompromisso e da ostentação de uma gestão pública incapaz de enxergar os sinais de decadência de Florianópolis. Bastaria gostar da cidade para o gestor identificar as ameaças de deterioração social e econômica e investir em soluções rápidas. Mas o gestor ignorou o perfil de uma cidade fincada entre montanhas e mar, preferindo obras vistosas, como os viadutos, aliás, aqueles amontoados de concreto. O ano encerra-se com a cidade em estado deplorável. O tenor italiano Andrea Bocelli não cantará mais por R$ 4 milhões. Músicos da Itália terão de vir com ele e, assim, mais R$ 1,4 milhão de despesas. A árvore de Natal não sairá por menos de R$ 3 milhões, enquanto os fogos de artifício vão exigir mais um desembolso de quase R$ 1,5 milhão. Há os gastos de R$ 1,8 milhão com mais um kartódromo, e Schumacher exigiu um cachê de U$ 400 mil para vir dar uma voltinha de kart na pista. Foi para isso que o Sapiens Parque foi projetado?Neste cenário desolador, a cidade perdeu até o que tinha. Seus teatros vivem fechados, casas históricas em demolição, as raízes artísticas em extinção e nada é construído pensando na história e na vida de Florianópolis. Somos, hoje, uma cidade desconstruída, sem identidade. Todos os seus segmentos, quer culturais ou empresariais, estão adormecidos, quem sabe com medo de o governante prenunciar o mal, a exemplo de Floriano Peixoto, que matou dezenas de ilhéus em nome de uma falsa república. É preciso reagir. E, independente de ideologias e de partidos sem ideologias, Florianópolis necessita recuperar a sua dignidade para afastar o risco de o prefeito alienígena e irresponsável destruir completamente este manto natural que ainda espelha uma referência mundial em qualidade de vida.O silêncio da cidade é o verme que a consome.


* Jornalista e professor